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BAIÃO: Baixo Tâmega propõe-se investir 150 milhões de euros em projectos de valorização rural
(17-01-2009)


BAIÃO: Baixo Tâmega propõe-se investir 150 milhões de euros em projectos de valorização rural

Armindo Mendes
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O autarca de Baião e presidente da Dolmen, José Luís Carneiro, explicou hoje na sessão de apresentação de candidatura, realizada numa unidade hoteleira de Baião, que este conjunto de projectos “pretende dar valor económico a recursos endógenos e únicos do território”


Armindo Mendes/Lusa



Um consórcio formado pelos municípios do Baixo Tâmega e por agentes privados da região propõe-se investir cerca de 150 milhões de euros em projectos de valorização de espaços rurais, anunciou hoje o presidente da Câmara de Baião.
José Luís Carneiro explicou que a região vai apresentar uma candidatura ao Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos (PROVERE), que contempla 153 intenções de investimento em diferentes ramos de actividade.
O PROVERE é um instrumento desenvolvido pelo Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional para estimular iniciativas dos agentes económicos orientadas para a melhoria da competitividade territorial de baixa densidade populacional.
Valorização do património arquitectónico e cultural, recursos ambientais, certificação de actividades económicas tradicionais e projectos de hotelaria são as áreas prioritárias desta candidatura do Baixo Tâmega, designada “Paisagens Milenares”.
O projecto é liderado pela Cooperativa de Desenvolvimento do Baixo Tâmega (Dolmen) e conta com o envolvimento directo dos municípios de Baião, Amarante, Marco de Canaveses, Cinfães, Resende, Penafiel e Celorico de Basto, além de 68 entidades privadas.
O autarca de Baião e presidente da Dolmen, José Luís Carneiro, explicou hoje na sessão de apresentação de candidatura, realizada numa unidade hoteleira de Baião, que este conjunto de projectos “pretende dar valor económico a recursos endógenos e únicos do território”.
“Esta candidatura significa que o Baixo Tâmega tem uma estratégia integrada e sustentada de desenvolvimento”, acentuou.
Na sessão pública, participaram os presidentes das câmaras de Amarante, Baião, Celorico de Basto, Marco de Canaveses e Resende e os vice-presidentes de Penafiel e Cinfães.
José Luís Carneiro mostrou-se esperançado de que os recursos financeiros previstos nesta candidatura possam contribuir para a concretização de projectos que ajudem a inverter alguns indicadores negativos da região, considerada uma das mais pobres do país.
O conjunto de acções aponta para a criação de 150 postos de trabalho, um indicador realçado pelo edil de Baião a propósito das elevadas taxas de desemprego do Baixo Tâmega.
Entre os projectos mais emblemáticos, contam-se intervenções na antiga cidade romana e Tongobriga, em Marco de Canaveses, valorização da Serra da Aboboreira, incluindo o campo arqueológico, e uma ecopista ligando Celorico de Basto a Amarante.
A candidatura também prevê uma unidade hoteleira de cinco estrelas na Pala, Baião, a implementação da Rota do Românico dos municípios do Baixo Tâmega, um projecto de turismo de aldeia, em Baião, e acções de interligação com o Douro Vinhateiro.
Produtos da agricultura, pecuária ou artesanato da região, como a cereja de Resende, o vinho verde, os doces regionais ou a carne de raças autóctones, também poderão ser valorizados no âmbito de projectos contemplados no programa de acção.
Esta candidatura, a apresentar nos próximos dias na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), não garante financiamento directo aos projectos, mas pode, em caso de aprovação, permitir uma majoração até 10 por cento das candidaturas a apresentar a outros programas.
Para José Luís Carneiro, só a coesão entre os vários municípios, em articulação com os investidores privados incluídos neste consórcio, tornou possível avançar com uma candidatura que considerou “muito forte”.
“Temos de conseguir uma rede sólida para vencer as dificuldades”, insistiu.
Também presente na apresentação esteve Ricardo Magalhães, antigo secretário de Estado do Ambiente e actual responsável pela Unidade de Missão do Douro.
Ricardo Magalhães elogiou a candidatura do Baixo Tâmega e defendeu as vantagens das parcerias entre os sectores público e privado e entre os diversos níveis da administração.
“Estas coisas fazem-se caminhando, não se decretam”, vincou.
Ricardo Magalhães lembrou as dificuldades que a região teve há alguns anos para apresentar um Pacto Territorial de Desenvolvimento, em contaste com a abrangência desta candidatura.
Lembrou, por outro lado, que a candidatura do Baixo Tâmega vai ter a concorrência de outras propostas de todo o norte do país, nomeadamente do Douro, do Minho e do Nordeste Transmontano.
“Face à qualidade das várias candidaturas, não queria estar na pele de quem vai ter a responsabilidade de as seleccionar”, concluiu.



Director Armindo Mendes
Director-Adjunto Miguel Carvalho


 
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