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CINFÃES: Portugal nunca desperdiçou tantas ajudas de Bruxelas como no tempo do ministro Jaime Silva – presidente da CAP
(09-02-2010)


CINFÃES: Portugal nunca desperdiçou tantas ajudas de Bruxelas como no tempo do ministro Jaime Silva – presidente da CAP

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“Devolvemos a Bruxelas centenas de milhões de euros que não foram utilizados porque o Ministério da Agricultura não quis e porque havia uma política para a não utilização”, afirmou à Lusa


Armindo Mendes/Lusa




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Cinfães,  09 fev (Lusa) - O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), João Machado, disse hoje à Lusa que Portugal nunca desperdiçou tantas ajudas financeiras da União Europeia à agricultura como no tempo do ministro Jaime Silva.
“Devolvemos a Bruxelas centenas de milhões de euros que não foram utilizados porque o  Ministério da Agricultura não quis e porque havia uma política para a não utilização”, afirmou.
“Portugal nunca desperdiçou tanto dinheiro, seja das ajudas directas, seja do quadro comunitário, como nos últimos quatro anos”, insistiu.
João Machado falava hoje em Cinfães, na sede da Associação dos Criadores da Raça Arouquesa - ANCRA, onde se realizou uma reunião do Conselho Consultivo da CAP da região de Entre Douro e Minho, que contou com a presença de dirigentes associativos do setor agrícola.
João Machado mostrou-se esperançado quanto ao desempenho do novo ministro da Agricultura, António Serrano, elogiando o espírito de diálogo que tem existido com os agricultores.
“Há uma alteração profunda naquilo que é o relacionamento do Ministério com as confederações, associações e os agricultores. Há uma postura do ministro e do ministério de colaboração, de diálogo, de identificar os problemas e depois de tentar resolvê-los. Nós saudamos esta posição, que não aconteceu nos últimos quatros anos”, vincou.
O presidente da CAP espera que haja um esforço do ministério para eliminar inúmeras burocracias.
Lembrou, a propósito, que do actual quadro comunitário, iniciado em 2007, não há projetos de investimento aprovados, o que tem prejudicado a agricultura portuguesa.
“Há questões que têm a ver com as ajudas comunitárias, que não eram pagas a tempo e passavam anos sem chegar às mãos dos agricultores”, exemplificou.
Para João Machado, esta situação representa “um atraso enorme para os agricultores portugueses, mas também é um atraso para o país, porque é dinheiro que não está a ser investido na agricultura, é dinheiro que também criaria postos de trabalho em Portugal”.
O dirigente adiantou que tem a promessa do novo ministro de que até Maio estas questões serão resolvidas, inclusive recuperar os pagamentos que estão em atraso relativos a 2008 e 2009.
Na agricultura da região de Entre Douro e Minho, João Machado apontou como um dos grandes problemas a crise do setor leiteiro, que considerou a maior desde a adesão de Portugal à União Europeia.
 “A produção perdeu cerca de 3000 produtores de leite só nos anos 2008 e 2009”, lembrou, acrescentando que o preço do leite pago à produção perdeu 50 por cento.

APM.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/fim  



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