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CELORICO: Escola Profissional de Fermil dá apoio pedagógico e curricular a estabelecimento moçambicano
(21-06-2012)
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CELORICO: Escola Profissional de Fermil dá apoio pedagógico e curricular a estabelecimento moçambicano

Armindo Mendes
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Segundo Fernando Fevereiro, o protocolo de geminação entre as duas instituições de ensino, celebrado recentemente, garante a disponibilização de material curricular, em suporte digital e em papel, à escola moçambicana, aproveitando a experiência e os conhecimentos do estabelecimento português

Armindo Mendes/Lusa

Celorico de Basto, 21 jun (Lusa) - A Escola Profissional de Fermil de Basto, em Celorico de Basto, está a dar apoio pedagógico e curricular à congénere moçambicana de Honoíne, na província de Inhambane, disse à Lusa o diretor da escola portuguesa.
Segundo Fernando Fevereiro, o protocolo de geminação entre as duas instituições de ensino, celebrado recentemente, garante a disponibilização de material curricular, em suporte digital e em papel, à escola moçambicana, aproveitando a experiência e os conhecimentos do estabelecimento português.
Esse apoio, que tem em conta “a grande falta de formadores com que o estabelecimento de ensino moçambicano se confronta”, procura, segundo o diretor, “criar as bases e a estrutura curricular” de um curso de mecanização agrícola na Escola Profissional Familiar Rural de Honoíne.
Além disso, no mesmo contexto, já se deslocaram a Fermil de Basto professores da escola de Honoíne, com o objetivo de conhecerem com pormenor o projeto pedagógico que é desenvolvido no estabelecimento português.
O diretor da escola de Fermil também já se deslocou à escola moçambicana, onde conheceu a sua realidade e o potencial que evidencia em termos futuros.
“Temos abertura em partilhar com os nossos colegas de moçambique toda a experiência e conhecimentos que temos”, afirmou Fernando Fevereiro, evidenciando o interesse manifestado pelos responsáveis de Honoíne.
O diretor sublinha que o estabelecimento moçambicano, com 180 alunos, tem três mil hectares de terra disponíveis e, por isso, “carece de meios técnicos e de conhecimento teórico e prático para aproveitar todo o seu imenso potencial em modo de produção”.
De acordo com o responsável, o projeto prevê, no futuro, aulas em sistema de videoconferência e uma “gradual aproximação de currículos entre as duas escolas”.
A geminação entre as duas escolas insere-se no projeto “Laços de Lusofonia”, apoiado pela Fundação Portugal África e pelo Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento.
O projeto envolve cinco escolas profissionais portugueses (Mealhada, Santo Tirso, Abrantes, Alcobaça e Fermil de Basto) e outras tantas moçambicanas.
Este acordo entre Fermil e Honoíne representa também uma segunda fase da relação iniciada há cerca de três anos, quando se decidiu acolher na escola de Fermil dois alunos moçambicanos, que frequentam, como finalistas, um curso profissional de eletricidade. Entretanto, mais seis alunos moçambicanos ingressaram na escola, onde frequentam cursos na área agrícola.
“Os alunos estão totalmente integrados e obtêm boas notas”, disse Fernando Fevereiro, frisando que os adolescentes se encontram alojados, com outros colegas portugueses, em instalações da escola.
O diretor destaca a capacidade de trabalho dos alunos moçambicanos e admite que os dois finalistas estão entre os alunos com melhor aproveitamento escolar.
Face ao sucesso da presença de alunos moçambicanos, Fernando Fevereiro admite que outros alunos daquele país possam ser recebidos na escola de Fermil de Basto no próximo ano letivo.
Este intercâmbio com Moçambique constitui mais uma fase da relação internacional que a escola de Fermil tem estabelecido, desde 1994, com estabelecimentos de ensino congéneres de outros países, sobretudo de Espanha e França.
Essa dinâmica, observa Fernando Fevereiro, tem assegurado a partilha de experiências pedagógicas, incluindo troca de estagiários, garantindo à escola portuguesa um contacto com o ensino agrícola em países mais avançados do que Portugal.
Nesse contexto, a escola portuguesa tem estado representada no Salão da Agricultura de Paris, o mais importante certame do setor, em França.
APM.
Lusa/fim


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