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AMARANTE: Recuperação do museu de arte sacra reforça tradição religiosa da cidade (COM VÍDEO)
(20-07-2012)
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AMARANTE: Recuperação do museu de arte sacra reforça tradição religiosa da cidade (COM VÍDEO)

Lusa
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O acesso ao renovado museu faz-se pela Igreja de S. Domingos, sobranceira ao mosteiro de S. Gonçalo, com os seus alteres, de estilo barroco e rococó, abundantemente cobertos por talha dourada, também recuperados ao longo de vários meses

Armindo Mendes/Lusa



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Recuperação do museu de arte sacra

Amarante, 17 jul (Lusa) - Ao entrar no museu de arte sacra em Amarante, recentemente remodelado e reaberto, constata-se um espólio de talha dourada, imagens e quadros, a maioria dos séculos XVI e XVII, que confirmam tradição religiosa da cidade.

O acesso ao renovado museu faz-se pela Igreja de S. Domingos, sobranceira ao mosteiro de S. Gonçalo, com os seus alteres, de estilo barroco e rococó, abundantemente cobertos por talha dourada, também recuperados ao longo de vários meses.

No local de culto, outrora frequentado por monges dominicanos, pequeno, mas com inúmeros pontos de interesse, destacam-se uma imagem de Cristo (Senhor dos Aflitos), com centenas de anos, também restaurada. Noutro ponto da igreja, situa-se o órgão de tubos, do século XVIII, com uma sonoridade acutilante e altos-relevos em gesso, que detêm a curiosidade dos visitantes.

Na ala do museu encontram-se paramentos antigos, objetos de metais preciosos ligados às celebrações, telas com pinturas de grande dimensão e imagens religiosas. A maioria foi recuperada por técnicos especializados. Ali se destacam como motivos as imagens de S. Domingos e S. Gonçalo, santos muito venerados na cidade.

Os visitantes, que podem ser acompanhados por guias da paróquia que trabalham em regime de voluntariado, encontram informação abundante sobre cada uma das peças que constitui o espólio. Inclui-se no museu um ecrã tátil, com informação multimédia, incluindo das obras de restauro, numa fusão curiosa entre o antigo e o contemporâneo.

Para José Manuel Ferreira, pároco de S. Gonçalo, a dinâmica do museu far-se-á também pela renovação das exposições, que procurará apresentar peças da paróquia e outras de interesse para o público.

A recuperação da igreja e do museu contíguo prolongou-se por ano e meio, num investimento de cerca de 700.000 euros, pondo cobro à erosão do tempo e das infiltrações da precipitação que destruíam o património de séculos.

Retirados há poucos dias os andaimes da obra, percebe-se agora que tudo foi remodelado, com minúcia, desde as paredes exteriores e interiores, aos tetos, passando pelos pavimentos e iluminação.

“É realmente uma grande emoção ver este património revalorizado”, observou o padre, apontando para cada pormenor da talha, agora com um novo brilho.

O restauro e embelezamento da igreja e museu, contíguos ao Mosteiro de S. Gonçalo, segundo o pároco, enriquecem o património religioso da cidade, atraindo mais turistas portugueses, mas também muitos estrangeiros.

“A nossa expetativa é ter um espaço digno para receber quem nos visita e dar condições de poder fruir também da beleza desta cidade. Os turistas, mas também os amarantinos que têm passado por cá, elogiam o restauro que realizámos”, disse.

A recuperação do órgão de tubos de S. Domingos, que se junta ao órgão de S. Gonçalo, também recentemente intervencionado, traduz-se, segundo o pároco, num novo fator de atratividade da cidade.

“Esta recuperação do órgão de S. Domingos foi a cereja no topo do bolo, porque proporcionámos mais uma sala para a música e para a fruição deste instrumento”, afirmou, enquanto executava um trecho musical.

Em agosto, para assinalar o dia do patrono, vão decorrer várias atividades na igreja, incluindo um ciclo de concertos´, ao longo de três dias.

Depois de S. Domingos, a paróquia volta-se agora para a igreja de S. Pedro, outro local de culto renascentista que já está a sofrer obras de recuperação, incidindo para já nas coberturas.

O pároco acredita que o conjunto formado pelas igrejas de S. Gonçalo, S. Domingos e S. Pedro, todas no centro histórico, constituirá, cada vez mais, um elemento que valoriza vocação de Amarante para o turismo de caráter religioso e cultural.


APM.

Lusa/Fim


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